E não dito

julho 12, 2009

Só mais um Domingo…

Filed under: escritos de amor — gleisepc @ 4:17 pm

O peito doía-lhe, apertado em meio às angústias e raivas sufocadas. Ela então sentou-se no inferno, com a mão dele indo, rapidamente, para a sua coxa. Sentiu-se bem e pensou, com uma mirada cúmplice: até posso saborear mais uma palavra banal servida como sobremesa…

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julho 8, 2009

Na Calçada…

Filed under: escritos do hoje — gleisepc @ 6:34 pm

Sentou-se na calçada, a cabeça entre as mãos, sorria. Sorria de tudo, e com tal força, que sentiu vontade de ocultar do mundo. O riso era seu, só seu. Riso egoísta de momento. Ficou ali uns bons momentos. Alguns minutos, muitos. Aquela convulsão vivida, uma contração dos músculos, pernas e braços e o começo de uma leve cãibra no maxilar. Tudo seu, seu tempo de risada solta, sem motivo. Só porque sentiu este desejo incontrolável de sorrir. Assim, fácil…ou talvez tenha sido por causa da tarde, da falta de vento, dos sons diários. Tanto faz. Fazia-se necessário sorrir, e ele sorriu…Sorriu egoísta, como criança em jogo de esconder, ocultando o mundo como se este não pudesse vê-lo  ali, naquela calçada de metrópole, a cabeça entre as mãos e o corpo em convulsão…

julho 3, 2009

Um…

Filed under: inauditos — gleisepc @ 6:17 pm

Ele pensava não estar presente em seu próprio pensar. Vagava com o barulho da chuva para um além de si, para um algum, um lugar, um não ele. Um, identidade outra, verdade dobrada em redobro. Ele não se dava conta e continuava crendo não estar. Um, a se repartir e, no entanto, existindo também em seu outro. Um, dividido, multiplicado, adicionado e, só por ele, diminuído em seu permanecer. Levado a distâncias por sua unidade ele era aquele que não é mais o mesmo, um reflexo no reflexo do espelho. Assim ele pensava, pensando em não estar presente em seu próprio pensar…

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