Sentou-se na calçada, a cabeça entre as mãos, sorria. Sorria de tudo, e com tal força, que sentiu vontade de ocultar do mundo. O riso era seu, só seu. Riso egoísta de momento. Ficou ali uns bons momentos. Alguns minutos, muitos. Aquela convulsão vivida, uma contração dos músculos, pernas e braços e o começo de uma leve cãibra no maxilar. Tudo seu, seu tempo de risada solta, sem motivo. Só porque sentiu este desejo incontrolável de sorrir. Assim, fácil…ou talvez tenha sido por causa da tarde, da falta de vento, dos sons diários. Tanto faz. Fazia-se necessário sorrir, e ele sorriu…Sorriu egoísta, como criança em jogo de esconder, ocultando o mundo como se este não pudesse vê-lo ali, naquela calçada de metrópole, a cabeça entre as mãos e o corpo em convulsão…
Julho 8, 2009
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