Ele era muito seguro, assim quase casualmente, como se aquilo fosse mais uma roupa, o caminho para a casa ou ser o filho de seus pais. Ele era muito calmo também, como consequência de toda segurança. Era o caso de ser calmo, pois tudo era decidido com tanta clareza e de modo tão firme não havendo, portanto, o espaço para angústias e nervosismos histéricos de quem só pensa como se pisasse em pontes suspensas. Um verdadeiro alívio percebê-lo em sua desenvoltura diária, assim pensavam os demais. Decididamente, era um alívio ter a presença, ali manifesta, de tanta segurança. Foi apoiado nesse modo de ser que ele, na última segunda-feira, cumprimentou a todos trazendo uma certa paz ao ambiente, deixou calmamente a pasta em cima de sua mesa, pegou a agenda com a secretária, abriu a janela, colocando a seguir para fora, no estreito parapeito, primeiro o pé direito depois o esquerdo, e saltou. Mas saltou com tanta segurança, como sempre lhe fora natural, que trouxe um novo significado para as segundas-feiras dali em diante…
Maio 7, 2009
5 Comentários »
Feed RSS dos comentários deste post URI do TrackBack
Equilíbrio. eis o que todos precisam… tudo demais sobra.
belo texto. muito bem escrito.
eu volto.
grande abraço
Comentário por robertoney — Maio 10, 2009 @ 7:04 pm
Nossa, voltou a publicar! Que orgulho!! Faz tempo q não visito os blogs, mas volto a admirá-los…\
Bjs
Comentário por Márcia Carneiro — Maio 22, 2009 @ 9:44 pm
Obrigada pelo comentário. Volte sim. bjs
Comentário por gleisepc — Maio 24, 2009 @ 7:42 pm
O universo é equilíbrio e harmonia. A bela escrita surge desta força suprema, transformando-se em um conjunto de palavras que expressam a alma do arquiteto das letras. Continue a escrever e parabéns pelo texto.
http://eriolmala.blog.uol.com.br/
Comentário por Ivan - Copy — Junho 2, 2009 @ 11:14 pm
não disse que voltava…
mas qero ler mais de suas belas palavras, ok!?
quando atualizar, estarei aqui com todo o prazer…
abraço!
Comentário por roberto ney — Junho 18, 2009 @ 12:28 pm